

O empreendimento demonstra intenção institucional e iniciativas relevantes, mas ainda carece de integração e sistematização estratégicas. Nesse nível, é comum que existam diagnósticos, planos de comunicação ou engajamento, mas sem metodologia consolidada de atualização, sem indicadores de desempenho e sem integração formal ao sistema de gestão corporativa.
Nesse cenário, documentos de gestão desatualizados acabam fornecendo uma leitura equivocada da dinâmica social, trazendo instabilidade e imprevisibilidade. Todavia, há esforços genuínos de relacionamento com comunidades e execução de ações sociais. Porém, elas ocorrem ainda sem padronização metodológica e sem sistemas de registro e avaliação de resultados. As práticas sociais ainda são dependentes de pessoas (não de processos), o que torna a continuidade e a consistência vulneráveis a mudanças de equipe.
A ausência de uma estratégia consolidada para a gestão social pode levar à judicialização de conflitos, suspensão de licenças e bloqueio de financiamentos, especialmente aqueles vinculados a bancos de fomento que exigem aderência aos Princípios do Equador e aos Padrões de Desempenho da IFC. Além disso, desencadeia também um cenário de fragilidade no relacionamento comunitário, o que tende a gerar erosão de confiança, amplificação de tensões locais e aumento de custos operacionais decorrentes de paralisações, demandas emergenciais e retrabalhos.
As práticas existentes se aproximam dos parâmetros internacionais (IFC, GRI, etc.),
mas carecem de um sistema de gestão contínua de desempenho social. A ausência de indicadores integrados e de processos de aprendizagem organizacional reduz a capacidade da empresa de demonstrar efetividade e de retroalimentar o planejamento estratégico.
